CIESP-Campinas aposta na região de Campinas como polo desenvolvedor de energias renováveis, para o fortalecimento da competitividade e produção de riqueza para a RMC, através da criação de um polo de equipamentos
para o setor de geração.

Em Palestra Magna do Campetro 2015, realizado em 11 de novembro no Centro de Convenções – Expo Dom Pedro, o Secretário de Planejamento Energético, Altino Ventura Filho afirmou a previsão de investimentos da ordem de R$ 127 bilhões até 2024 no setor. Logo, na abertura do evento, o Secretário apresentou aspectos importantes do planejamento do governo federal, que compreendem, em um horizonte de 10 anos, as diretrizes centrais para a matriz energética brasileira.

R$ 376 bilhões será o total em investimentos, sendo que a parcela destinada às plataformas renováveis, que compreendem hidrelétricas, eólica, solar e biomassa devem receber R$ 127 bilhões.

A Região de Campinas, já é reconhecida por seu alto potencial, colocada este ano, em pesquisa da Urban Systems, entre as 9 melhores cidades do Brasil para se fazer negócios atrai cada vez mais fabricantes de equipamentos e energias limpas, tendo destaque a BYD - que investe R$ 150 milhões em uma planta de painéis solares fotovoltaicos e tem a expectativa de nos próximos 2 anos, se tudo correr bem, chegar ao número de R$ 1 bilhão -, e a Globo Brasil, que inaugurou neste ano unidade de painéis solares fotovoltaicos em Campinas, que demandou R$ 50 milhões.

Ao ser questionado sobre esta ser uma nova rota de crescimento para o país, o Secretário nos trouxe a informação de que nos próximos anos o país terá um projeto fortemente direcionado para o estímulo à geração fotovoltaica, "para tanto visualizamos que será fundamental a criação de polos de produção de equipamentos e tecnologia, como já observamos que vem acontecendo com a energia eólica." As plantas solares representam atualmente apenas 0,02% da matriz do país.

Altino Ventura Filho destacou ainda a possibilidade de o Brasil, futuramente, se tornar uma plataforma de exportação de equipamentos e inovação para os demais países da América Latina. Sobre o risco de racionamento, o Secretário garantiu a quantidade de energia suficiente para atender o país, pontuando que a geração cresce mais do que a demanda. "Neste ano, o aumento da

A Região de Campinas, já é reconhecida por seu alto potencial, colocada este ano, em pesquisa da Urban Systems, entre as 9 melhores cidades do Brasil para se fazer negócios atrai cada vez mais fabricantes de equipamentos e energias limpas, tendo destaque a BYD - que investe R$ 150 milhões em uma planta de painéis solares fotovoltaicos e tem a expectativa de nos próximos 2 anos, se tudo correr bem, chegar ao número de R$ 1 bilhão -, e a Global Brasil, que inaugurou neste ano unidade de painéis solares fotovoltaicos em Campinas, que demandou R$ 50 milhões.

capacidade será de 5%, sendo que não haverá aumento de carga. Nos próximos dez anos serão acrescidos na matriz energética 78,1 GW (30,8 GW virão das hidrelétricas; 19,8 GW de eólica; 8,3 GW de solar e 8,8 GW de biomassa).”, contou Altino.

Autoridades destacam o custo da energia para o avanço da competitividade

"Nossa energia hoje é a mais cara do mundo, o que reduz consideravelmente a competitividade da indústria brasileira.", enaltece o diretor titular do CIESP-Campinas, José Nunes Filho.

O setor industrial teve, neste ano, um aumento de pelo menos 50% no custo da energia elétrica. Nunes reforça que o país é dependente da geração hidrelétrica e da termelétrica e foi o custo do uso das usinas térmicas que pesou na conta em 2015, depois que o reajuste foi repassado no ano passado por causa das eleições. "Agora todos pagamos essa altíssima conta", avalia.

"Em vários outros países, as gerações eólica e fotovoltaica já são largamente utilizadas. Temos um potencial imenso a ser explorado, mas pouco se investe para aumentar o uso dessas fontes", afirma.

Ao falar sobre o avanço da cultura de Desenvolvimento Sustentável, Nunes reforça a importância de se aumentar os incentivos à de energias: "Nós estamos apresentando neste evento um “supermercado de energia", detalhando ao empresariado as opções, de forma que possam avaliar as demais alternativas, e futuramente privilegiar a melhor escolha para seus negócios."

"Nossa intenção é trabalhar de forma a impulsionar a indústria local, transformando nossa região em um polo de produção de equipamentos e tecnologias para área de energias, visando abastecer os produtores locais, reduzindo custos com equipamentos e permitindo o desenvolvimento da tecnologia nacional.", destaca o diretor regional Nunes.

Já o vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone, lembrou que a cadeia brasileira de Petróleo & Gás passa por um momento decisivo. "A gravidade do cenário exige coragem, determinação e correção de rota. Em todos os sentidos.”, valorizou.

De acordo com Cervone, as três questões prioritárias que devem ser resolvidas para que o desenvolvimento do Setor de P&G no país possa avançar e que norteiam as ações do COMPETRO FIESP/CIESP são: a Curva de Produção do Petróleo; a Atração de Investimentos e o Conteúdo Local.

É sabido que na questão da Energia Elétrica, a segurança de suprimento combinada com preços competitivos, se faz fundamental para o crescimento sustentado da economia. “Como parte da infraestrutura do país, o bom funcionamento do setor requer: planejamento, gestão e regulação eficientes. A fragilidade deste tripé explica a situação difícil em que se encontra o setor no momento.”, afirma o vice-presidente. "

É fundamental o restabelecimento da autonomia das agências reguladoras, cuja falta afeta o setor e uma maior harmonia na sua atuação. A ANP, a ANEEL e a ANA devem em conjunto, garantir a segurança energética

de forma sustentável, com gestão eficiente do uso da água e de nossos recursos naturais e energéticos. Consideramos fundamental, também, a imposição de maior previsibilidade na formação de preços e das tarifas, com a incorporação de mecanismos de mercado. Para tanto, é preciso fortalecer e ampliar o mercado livre de energia, atribuir competitividade ao segmento de gás natural e do etanol.", avalia Cervone.

"O ajuste fiscal promovido pelo governo para alcançar o "realismo tarifário" está se refletindo em toda a sociedade com tarifas e encargos cada vez mais altos para bancar os desequilíbrios.", finaliza.

Campinas ocupa 9º lugar no ranking de atração de negócios

A cidade dribla a crise e se destaca à frente de capitais merecendo destaque em diversas pesquisas.

Um olhar atento sobre o setor elétrico e energético atual esteve presente na fala do Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, Samuel Rossilho, ocasião em que este apresentou as principais ações estratégicas de incentivos ao munícipio e região.

Rossilho disse que se configura vital repensarmos o futuro da matriz energética brasileira: “A fim de responder os efeitos da desaceleração econômica pela qual o país vem passando, no âmbito da atração de empresas de inovação preparamos um planejamento estratégico, com horizonte de 10 anos, contemplado na área de Ciência, Tecnologia e Inovação - que é a principal vocação da nossa cidade-, implantamos a 1ª frota de ônibus elétrico 100% à bateria do mundo, já estamos com 10 veículos rodando e adquirimos mais 100 veículos elétricos – alinhados a isso implantamos também o modelo do primeiro táxi totalmente elétrico, que já está em atividade; para tanto estamos instalando junto

com a CPFL, 21 postos de abastecimento para veículos e ônibus elétricos.”, descreve.

O Secretário sublinhou que apesar de estarmos em um ano de crise Campinas criou de janeiro a outubro, 13 mil novas empresas, a partir de incentivos direcionados ao empreendedor-inovador, “com destaque para as leis de incentivos fiscais que já beneficiam 1.840 empresários de base tecnológica. Atraímos este ano 1,5 bilhão de reais em intenções de investimentos em Campinas, trazendo empresas dos setores de educação, saúde, hotelaria, automobilístico e logística, em parceria com as agências Investe SP e Desenvolve SP.

No ranking da Revista Exame publicado no último mês de outubro, Campinas se posicionou como a 9ª cidade mais atrativa para se fazer negócios do Brasil, “tivemos uma evolução de 10 posições, em relação ao ano anterior. Nesta mesma pesquisa, Campinas despontou como a 1ª cidade em infraestrutura do Brasil; e o MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação nos considerou a cidade mais inovadora do interior do Brasil.”, conta Rossillho.

De acordo com o Secretário a meta para 2016 é posicionar a cidade entre as cinco melhores do país para se investir.

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