Campetro Energy apresenta situação energética do país e possibilidades de redução de custo às indústrias

O CIESP-Campinas, com o apoio da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de SP, recebeu no dia 29 de novembro, mais de 600 executivos e empresários de diversos setores para o Campetro Energy 2016, que integrou Congresso gratuito com palestras-chaves durante todo o dia, Sala de Crédito com bancos e agências de fomento e Rodada de Negócios, com empresas âncoras de grande representatividade na região.

Comunicação CIESP-Campinas/Carla Marins

O evento, realizado no Expo D. Pedro, é o maior do interior paulista para o setor de gás, petróleo e energias renováveis, e trouxe nesta edição inúmeras inovações do setor energético. O diretor titular, José Nunes Filho, evidenciou que as soluções inovadoras apresentadas no evento, além

das metas do governo do Estado para o setor e as tendências da área, compõe um apanhado de informações primorosas para os empresários que pretendem investir e se planejar para os próximos anos. “Acreditamos na retomada econômica e na geração de emprego e renda para o país, o empresariado acredita no potencial de nossa região, somos um grande polo de tecnologia, com a Replan, que é a maior refinaria de petróleo do he-

misfério Sul, o que demanda a produção de uma série de produtos e serviços. Nossa intenção é trabalhar para a indução de novos negócios para a indústria local, com a aproximação da academia e a utilização de nossa expertise para o desenvolvimento e produção de equipamentos e tecnologias, objetivando o abastecimento da indústria, com a redução de custos e geração de emprego e renda.”, analisou.

O vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone, lembrou que a cadeia brasileira de Petróleo & Gás Natural continua passando por momentos decisivos. “Apesar de todas as dificuldades, o Pré-sal é uma realidade e está produzindo 1,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, equivalente a 87,5% da produção da Bacia de Santos. O Estado de São Paulo já é o 3º. maior produtor nacional respondendo por 11,8% da produção nacio-

nal. Os royalties e participações especiais recebidos pelo estado de São Paulo e seus municípios, totalizaram 1,8 bilhões de reais em 2015. As cinco refinarias de São Paulo continuam processando 44% de toda a carga nacional de petróleo e o consumo de derivados em São Paulo corresponde a 23,4% do total nacional.”, fundamentou Cervone. São Paulo conta com mais de 40% da indústria nacional de bens, equipamentos e serviços do setor de Petróleo & Gás Natural.

Para o vice-presidente do CIESP, há três questões prioritárias que devem ser resolvidas para que o desenvolvimento do Setor de P&G no país possa avançar, e que norteiam as ações do COMPETRO FIESP/CIESP: a Curva de Produção do Petróleo; a Atração de Investimentos e o Conteúdo Local. “Na questão da Energia Elétrica, a segurança de suprimento combinada com preços competitivos, é fundamental para o crescimento sustentado da economia. Como parte da infraestrutura do país, o bom funcionamento do setor requer: planejamento, gestão e regulação eficientes. A fragilidade deste tripé explica a situação difícil em que se encontra o setor no momento.”, avaliou.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo, Samuel Rossilho, representando o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, falou sobre esse ser um momento de transformação, “todos segmentos da indústria fornecedora de petróleo e gás natural do país iniciam nova fase de posicionamento, em que novas oportunidades na cadeia tornam-se reais. O futuro de novos negócios da energia no Brasil com a inser-

ção de novos combustíveis e novas tecnologias é o que tratamos aqui.”, analisou. O Secretário ainda salientou que a cidade de Campinas oferece dinâmica de crescimento própria em razão da performance dos setores instalados no município, com destaque para tecnologias da informação e comunicação, a cadeia automotiva, alimentos, setor químico, energia e água, metalomecânica, e atividades de logística, hotelaria e comércio varejista. “Para nós é uma honra sediar o Campetro Energy desde 2014, compartilhando os desafios e as necessidades de se conjugar desenvolvimento econômico, ambiental e social nos setores e cadeias que buscam modelos de negócios pautados no desenvolvimento sustentado.”, valorizou Rossilho.

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Novas oportunidades na cadeia produtiva

De acordo com o Relatório Mundial – Renováveis 2016, divulgado pela rede mundial de políticas em energia renovável – REN21, pela primeira vez, no ano de 2015, mais da metade da capacidade de energia gerada em todo o mundo teve origem de usinas solares e eólicas, superando a energia advinda de combustíveis fósseis, de hidrelétricas e usinas nucleares.

Sobre isso o presidente executivo da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Lopes, Sauaia, destacou a pesquisa deste ano da Empresa de Pesquisa Energética – EPE em que a energia solar fotovoltaica aparece nos projetos de grande porte com potencial técnico de mais 28.500 GW. A pesquisa mostrou que o potencial técnico de toda hidroeletricidade é de 172 GW, sendo o potencial técnico de toda fonte eólica de 440 GW. “Ou seja, a fonte solar fotovoltaica tem um dos maiores potenciais técnicos para aproveitamento das grandes empresas geradoras, residências, comércios, indústrias e edifícios públicos e zonas rural. E do ponto vista prático o custo da tecnologia tem caído ano a ano, nos últimos dez anos foi 80% de redução de custo para energia solar, o que aumenta a sua competitividade.”, explica.

Assim há indicação de que a multiplicação de investimentos da indústria em fontes renováveis adquiriu um rumo irreversível nesse processo de transformação do sistema energético. E Campinas é uma das cidades do Brasil para se fazer negócios que atrai cada vez mais fabricantes de equipamentos e energias limpa. Nessa corrente, a chinesa BYD Company e a BYD Energy, compõe o quadro de investimentos estrangeiros recebidos pelo município que merecem destaque.

Antônio Celso de Abreu Jr., Subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de SP, falou da competitividade o segmento de energias renováveis, e lembrou que mercado global movimenta atualmente U$ 286 bilhões de dólares. “Esse é um setor que está sendo transformado, quase que instantaneamente, por novas fontes tecnológicas, o que motiva muito a cadeia produtiva. Sobre as políticas e ações de in-

centivo, o Secretário observou do papel dos leilões específicos com capacidade instalada definida. “Estes representam uma oportunidade para que estas fontes possam ser inseridas, estimulando a demanda, com custos reduzidos.” Já a respeito da questão tributária Abreu Jr lembrou dos convênios para desoneração do ICMS no que se refere a equipamentos e peças para indústria eólica e solar; e a isenção do ICMS para o pequeno consumidor de energia elétrica.

Representando o Secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos de Souza Meirelles, Dirceu Abrahão, Subsecretário de Petróleo e Gás da Secretaria de Energia e Mineração do estado de São Paulo avaliou, entre outros pontos, a ampliação do fornecimento do gás natural para a indústria paulista, “com relação a uma gestão de competitividade, o governo do Estado está trabalhando em novas regras, que integram o programa

Gás para Crescer. Tudo discutido dentro de uma proposta de mercado aberto.” Para Abrahão o momento é adequado para trabalhar essa infraestrutura, “principalmente no desenvolvimento das redes”, salientou. No estado de SP, nossa meta é triplicar os investimentos em rede, até 2029.”

O vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone, valorizou a retomada do planejamento como necessária para colocar o país novamente na rota da autossuficiência energética. “Além da camada do Pré-sal, o Brasil ainda possui potencial de geração de energia hidroelétrica, sobretudo na região Norte. As reservas de gás natural inexploradas encontram-se, em sua maioria, na região Sudeste e Norte. O potencial eólico localiza-se, sobretudo, nas regiões Nordeste e Sul, onde os ventos são mais intensos e regulares. A produção de biomassa se concentra na região Sudeste e Centro Oeste, podendo ser ampliado, ao passo que grande parte do território nacional é coberta por insolação com grande potencial de aproveitamento energético.”, relatou.

“Acreditamos que para o governo, após as soluções desenvolvidas para atenuar os problemas da distribuição de energia, a geração e a transmissão são os elos do setor que merecem total atenção do governo, que pretende, até 2020, incorporar 10,7 gigawatts de PCH, biomassa e eólicas. Também há expectativa que até 2024, 7 gigawatts de sistemas fotovoltaicos serão inseridos ao fornecimento elétrico do país.”, conclui o

vice-presidente do CIESP, Rafael Cervone.

Compuseram também a mesa de abertura Regina Silvério, gerente geral de Negócios e Investimentos da Invest SP, representando o presidente Juan Quirós; Fernando Godoy Parente, coordenador do núcleo regional de fiscalização da Agência Nacional de Petróleo – ANP; Joaquim Eloy Cime de Toledo, diretor de Infraestrutura e TI da Desenvolve SP; Leonardo Vinícius, representado o presidente da Votorantim Energia, Fábio Zanfelice; Júlio Diaz, diretor de Infraestrutura do CIESP; Fábio Ravazi Gerlach, Gerente Regional do Sebrae Campinas.

Rodada de Negócios deve fomentar entre R$ 2,5 a 3 milhões em negócios futuros
Em torno de 150 executivos participaram das mais de 900 reuniões com as 24 mesas de atendimento das 19 empresas âncoras

“O objetivo central do Campetro Energy é apresentar experiências e oportunidades sobre as tecnologias dos setores e avaliar as principais demandas e necessidades, principalmente, às micro, pequenas e médias empresas, que podem se tornar potenciais players, gerando mais competitividade, inovação e qualidade nos serviços e produtos direcionados às indústrias do setor”, descreveu e destacou o 1º vice-diretor e diretor estadual de Negócios, Produtos e Serviços, José Henrique Toledo Corrêa.

Na Rodada de Negócios, 98 das empresas participantes foram fornecedoras de produtos e serviços. Em um ano difícil para a economia do país, a Rodada do Campetro se colocou como um termômetro expressivo da vontade dos empresários da macrorregião administrativa do CIESP-Campinas.

O diretor de Negócios, Fabiano Grespi, lembrou que momentos de crise, geralmente, abrem oportunidades, “para revermos custos, processos produtivos e reavaliarmos o mercado de maneira geral. Nesse contexto essa Rodada cria oportunidades para que todos possam pensar em novas possibilidades.”

Opinião de quem participou

Raízen – Empresa Âncora: “A empresa sempre está buscando novos fornecedores. Espaços como esse são muito adequados para encontrarmos parceiros que atendam às nossas especificidades e estejam em linha com nossos projetos atuais”, Tiago Trombim, da área de suprimentos.

Rhodia Solvay Group - Empresa Âncora: “Prestigiamos a Rodada de Negócios em todas as cidades nas quais a empresa tem suas unidades. Já descobrimos aqui grandes fornecedores, que estão com a gente até hoje! Participar da Rodada é um investimento para nós, hoje mesmo já encontramos diversas alternativas de novos fornecedores sérios e que podem vir a nos atender.”, José Bernardes, gerente de Compras.

Fundimazza – Empresa Participante: “Essa Rodada está superando as nossas expectativas. Nesse ambiente conseguimos em uma única data fazer o trabalho de meses, com relativa redução de custo. A região de Campinas para nós é muita boa, acho que vamos fechar pelo menos umas três ou quatro novas parcerias.”, Ricardo Ferreira dos Santos, Vendas Técnicas.

Estrutel - Empresa Participante: “Participamos de todas as Rodadas somos clientes há 3 anos. Estamos prospectando aqui várias possibilidades de novos negócios, os quais acreditamos que podem se concretizar em 2018.”, Rafael Henrique Carneiro, departamento Comercial.

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